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A Mônica Miranda mandou por e-mail, compartilho com todos…

Título do artigo: Neuropsicologia como ciência interdisciplinar: consenso da comunidade brasileira de pesquisadores/clínicos em Neuropsicologia

Autores: Vitor Geraldi Haase, Jerusa Fumagalli de Salles, Monica Carolina Miranda, Leandro Malloy-Diniz, Neander Abreu, Nayara Argollo, Letícia Lessa Mansur, Maria Alice de Mattos Pimenta Parente, Rochele Paz Fonseca, Paulo Mattos, Jesus Landeira-Fernandez, Leonardo Ferreira Caixeta, Ricardo Nitrini, Paulo Caramelli, Antônio Lúcio Teixeira Junior, Rodrigo Grassi-Oliveira, Christian Haag Christensen, Lenisa Brandão, Humberto Corrêa da Silva Filho, Antônio Geraldo da Silva, Orlando Francisco Amodeo Bueno

RESUMO:

O presente artigo tem por objetivo apresentar uma revisão sobre a Neuropsicologia, definição da área, seu objeto de estudo e método(s), campos e formas de atuação e uma análise do seu percurso histórico no Brasil. Esta análise inclui um panorama sobre a avaliação neuropsicológica no país, as ferramentas de trabalho, assim como o processo de construção, adaptação e validação de instrumentos. Por fim, pretende-se estabelecer um consenso sobre a exclusividade ou não quanto ao uso de instrumentos neuropsicológicos por áreas específicas do conhecimento, assim como estabelecer diretrizes para
utilização responsável destes. Atrelado ao conceito de Neuropsicologia está o de interdisciplinaridade, de igual interesse para esta reflexão. Conclui-se que a Neuropsicologia é por definição interdisciplinar e constitui-se como um campo de trabalho e investigação de várias áreas do conhecimento e de atuação profissional, que se interessam pelas relações entre funções mentais e sistema nervoso central, dentro de um universo mais amplo, denominado Neurociências. Os testes neuropsicológicos são instrumentos fundamentais para a prática clínica e de pesquisa em Neuropsicologia e devem ser
entendidos como um dos meios através dos quais é possível traçar inferências sobre as relações entre a atividade cerebral e seus correlatos cognitivos e comportamentais. Por isso, seu uso exclusivo por uma determinada área deveria ser reavaliado. Acredita-se que estas reflexões possam servir como um parâmetro mais objetivo para o estabelecimento de políticas mais justas e comprometidas com o crescimento responsável da Neuropsicologia, área  fundamental na América Latina e em nosso país.

Para ver o artigo completo, cliquem aqui.

Matéria super interessante com o estudo da Silmara Batistela.

Notícia no link do Estadão aqui.

Para ver o pdf completo, clique aqui.

silmara

Para ler, clique aqui

O aluno de mestrado Marcus Vinicius C. Alves , publicou com mais dois pesquisadores da Universidade Federal da Bahia o seguinte trabalho:

 

Pôster: Estereótipos, automatismos, controle e a identificação de armas e ferramentas em diferentes contextos: resultados preliminares

Autores: Pereira, M. E.; Dantas, G. S.; Alves, M. V. (UFBA)

Resumo dos trabalhos: Nestes trabalhos foram apresentados dados preliminares de processos automáticos e controlados na expressão dos estereótipos e preconceitos utilizando o paradigma da identificação/des-identificação de armas fundamentado no modelo do processo dissociativo, com o objetivo de testar se a apresentação de um priming com a fotografia de faces interfere na velocidade e na acurácia da identificação de armas, quando comparadas com algumas ferramentas, cujo formato guarda alguma semelhança com uma arma. Para tanto, universitários (n=91), agentes penitenciários (n=44) e moradores de uma comunidade popular (n=31) – negros e brancos, dos sexos masculino e feminino – foram expostos a 16 imagens de faces negras e brancas, masculinas e femininas, e de armas e ferramentas, resultando na apresentação de 64 estímulos em um curto período de tempo. Exceto entre os agentes penitenciários, não foram identificados efeitos da etnia das faces na identificação de armas entre os estudantes e entre os moradores da comunidade. O tempo de resposta também não sofreu interferência das faces em nenhuma das três condições acima citadas. Não houve qualquer influência do contexto, do sexo do participante, nem interação entre o contexto e o tipo de objeto julgado, apesar de os moradores da comunidade do sexo masculino apresentarem um índice de acertos inferior aos estudantes e agentes de penitenciários e inferior às mulheres em todas as condições experimentais. Os estudantes universitários apresentaram um menor tempo de resposta em relação ao contexto e ao sexo, sendo que entre os universitários homens este tempo foi significativamente menor. Não se identificou, no entanto, nenhum efeito de interação entre o contexto e o sexo do participante. Entre os limites do trabalho, permitimos destacar que não apresentamos nenhum dado referente aos efeitos separados do controle e do automatismo. Tais resultados podem oferecer insumos para a elaboração de softwares especializados destinados a treinar profissionais que precisam automatizar o controle através de realidades virtuais que contemplem contextos os quais os eventos reais se manifestam, oferecendo pistas que permitam associar a ação de apontar uma arma ou acenar com um objeto qualquer, considerando as diferenças étnicas e de gênero.”

 

quem quiser ler mais clique a aqui

 

PS: Ainda em tempo, esse trabalho virou um capítulo de livro…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um trabalho apresentado pela Adriana Rossi (aluna de mestrado do departamento de psicobiologia), a partir de uma parceria da Universidade Federal da Bahia com a Universidade de Luxemburgo foi apresentado no CONPSI 2011.

Adriana Rossi

O EFEITO DO NIVEL SOCIOECONÔMICO NO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO INFANTIL

Ueslei S. S. Carneiro, Felipe Guedes, Adriana S. U. Rossi, Manuela A. V. Sá, Carlos J. Tourinho, Pascale M. J. Engel de Abreu & Neander S. Abreu

INTRODUÇÃO A inteligência humana pode ser dividida em dois tipos de inteligência (Cattel, 1987, Horn,1965) – a cristalizada, a qual se baseia em habilidades adquiridas e aprendizado passado, e a fluida, que se refere à capacidade de relacionar idéias e de resolver novos problemas. As funções executivas (componente da inteligência fluida) e as da linguagem (componente da inteligência cristalizada) têm um papel de grande importância no sucesso acadêmico de crianças. Visto que ambas habilidades parecem ser estimuladas a partir de treinamento (Lilliard & Else-Quest,2006; Diamond et al.,2007), o entendimento da influência de fatores socioeconômicos no desenvolvimento cognitivo e lingüístico de crianças pode fornecer grandes contribuições para as áreas do desenvolvimento infantil e da educação. Não se sabe, entretanto, se o Nível Socioeconômico (NSE) influencia igualmente as áreas cerebrais envolvidas em habilidades cognitivas e lingüísticas. Os poucos estudos sobre o tema sugerem que alguns sistemas neurocognitivos, tais como a linguagem e o sistema executivo sejam mais suscetíveis ao NSE do que outros (Farah et al. 2006; Noble, McCandliss & Farah, 2007; Engel, Santos & Gathercole, 2008)

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É com muito alegria que temos uma pesquisa do nosso grupo reconhecida como ganhadora do prêmio melhor apresentação de poster no IV Congresso Multidisciplinar de Transtornos de aprendizagem e reabilitação. O congresso que foi realizado durante os dias 27, 28 e 29 de maio de 2011 ocorreu em São Paulo e o grupo de pesquisa de memória humana do departamento de Psicobiologia da Unifesp foi representado pelo poster-pesquisa: “DESEMPENHO MATEMÁTICO E LESÃO CEREBRAL: UM ESTUDO DE CASO A PARTIR DA AVALIAÇÃO INTERDISCIPLINAR”, pesquisa essa coordenada pelos pesquisadores Silvia Feldberg (silvfeld@terra.com.br),  Claudia Berlim e Mauro Muszkat.
O prêmio pode ser conferido no site:  (http://www.memc.com.br/).
Abaixo segue o resumo da pesquisa:

DESEMPENHO MATEMÁTICO E LESÃO CEREBRAL: UM ESTUDO DE CASO A PARTIR DA AVALIAÇÃO INTERDISCIPLINAR

FELDBERG, S.C.F.; MELLO, C.B.; MUSZKAT M.  – NANI – CPN – CENTRO PAULISTA DE NEUROPSICOLOGIA

INTRODUÇÃO. Uma lesão cerebral ocorrida em estágios precoces do desenvolvimento pode interferir no amadurecimento de aspectos essenciais do processamento de informações relacionadas à aprendizagem como, por exemplo, as habilidades matemáticas. Vários estudos têm procurado investigar dificuldades matemáticas em crianças com transtornos do neurodesenvolvimento ou lesão cerebral, tendo sido observados prejuízos em diversas áreas, tais como atenção, funções executivas, memória visual e espacial, processamento visoespacial, com preservação nas áreas de linguagem, função sensório-motora e percepção social. OBJETIVO. Relatar um estudo de caso de uma criança com lesão cerebral com queixas de dificuldades na aprendizagem da matemática e descrever aspectos do funcionamento neuropsicológico e das habilidades matemáticas a partir da avaliação interdisciplinar. MÉTODO. R. sexo feminino, 9 anos de idade tem diagnóstico de lesão cerebral à esquerda e vem evoluindo com dificuldades na aprendizagem matemática. Cursa o 4º ano de escola regular. Procedimentos. R. foi submetida a avaliação neuropsicológica onde foram adotados testes de funções executivas, visoconstrutivas e memória episódica auditivo-verbal, entre outros. O desempenho matemático foi baseado  no exame do SARESP-2007 (espaço e forma; grandezas e medidas; tratamento da informação e números e operações). A avaliação psicopedagógica foi baseada em um protocolo especifico que investiga funções cognitivas relacionadas ao desempenho matemático.RESULTADOS. R. apresentou desempenho intelectual médio (QI 105), com discrepância entre o domínio verbal (QIV 120) e não verbal (QIE 87). O exame neuropsicológico revelou presença de déficits viso-construtivos. No domínio matemático houve dificuldade de abstração para a resolução de problemas matemáticos e cálculos numéricos envolvendo números com muitos dígitos. CONCLUSÕES. Os resultados da avaliação indicam possíveis relações entre alterações neuropsicológicas (habilidades visoconstrutivas e funções executivas),  que parecem estar associadas a habilidades cognitivas, contribuindo para as dificuldades no desempenho matemático.

Em 2008, foi lançada a versão 8.1, de um manual escrito pelo prestigiado (www.biology.ucsc.edu/people/thompson) ecologista e professor do departamento de Ecologia e biologia evolucionista, John N. Thompson, da Universidade da Califórnia, Santa Cruz, a respeito das habilidades necessárias para ser “UM ESTUDANTE DE PÓS-GRADUAÇÃO DE SUCESSO”, e segundo ele, essas habilidades seriam:

1 – Estabeleça Metas (Programe seus objetivos),

2 – Aprenda auto-disciplina,

3 – Planeje longas semanas de trabalho,

4 – Se elogie e presenteie por suas vitórias profissionais,

5 – Leia amplamente e criticamente,

6 – Filie-se a sociedades internacionais e vá a congressos,

7 – Aprenda a escrever pedidos de financiamento e prestação de contas,

8 – Desenhe e realize suas pesquisas de forma profissional, para assim poder alcançar maior divulgação,

9 – Cheque e Recheque seus dados,

10 – Regularmente se pergunte se você está fazendo importantes perguntas de pesquisa ou triviais,

11 – Dedique-se em divulgar idéias e resultados para colegas e alunos,

12 – Lembrar-se que ciência é um empreendimento social,

13 – Aprenda como apresentar pessoas e como apresentar palestrantes,

14 – “Porque é pouco conhecido” não é a razão adequada para se fazer uma pesquisa,

15 – Você é parte de um laboratório,

16 – Não gaste seu tempo fazendo pequenas notas para revistas obscuras,

17 – Controle a ansiedade da publicação e,

18 – Procure posições de pós-doc ao menos a 1 ano e meio antes de terminar a tese,

19 – Sempre AGRADEÇA e VALORIZE os outros.

20 – A unidade do diálogo é sempre três, você pede ajuda, recebe a ajuda e depois agradece.

Para ler o material (http://bio.research.ucsc.edu/people/thompson/Successful.pdf)

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